O Tratamento para a Osteoporose pode Influenciar na Instalação de Implantes Dentários

Recentemente, uma nova complicação bucal do tratamento do câncer e da osteoporose tem sido identificada com exposição de áreas desvitalizadas dos ossos maxilares. Essa nova lesão oral é chamada de osteonecrose dos ossos maxilares associada à utilização de uma medicação conhecida como bifosfonatos. A exposição óssea pode ocorrer espontaneamente ou, mais comumente, após um procedimento odontológico como por exemplo, a extração dentária ou a instalação de implante dentário. Clinicamente, essas lesões aparecem como ulcerações na mucosa oral que expõem o osso subjacente e com frequência são extremamente dolorosas. As lesões são persistentes e não respondem às modalidades de tratamento convencionais.

Os Bifosfonatos são uma classe de medicamentos utilizados para tratar osteoporose e metástases ósseas malignas. Eles inibem a reabsorção óssea e, consequentemente, a renovação óssea. Milhões de mulheres na pós-menopausa estão utilizando os bifosfonatos para estabilizar a perda óssea causada pela osteoporose. Dependendo da duração do tratamento e do bifosfonato específico prescrito, a droga pode permanecer no corpo por anos. O depósito e o remodelamento ósseo fisiológico são severamente comprometidos em pacientes que recebem essa terapia. Muitos bifosfonatos estão disponíveis, alguns são administrados intravenosamente (pamidronato, ácido zoledrônico, clodronato) e alguns oralmente (alendronato, etidronato, risedronato, tiludronato, ibandronato).

Pacientes que recebem bifosfonatos intravenosamente são claramente mais suscetíveis à essa patologia do que aqueles que recebem a droga oralmente. Mesmo assim, o número de casos que afetam pacientes que utilizam essa medicação por via oral vem crescendo significativamente. Outros fatores metabólicos podem ter um papel no desenvolvimento como diabetes melito, assim como o uso concomitante de corticoides e o fumo.

O médico responsável pelo início do tratamento da terapia intravenosa com bifosfonato deveria, mandatoriamente, recomendar ao paciente que o cirurgião-dentista realizasse uma avaliação bucal minuciosa antes deste tratamento ser iniciado. A maioria dos relatos dessa patologia ocorre após o paciente estar fazendo uso dos bifosfonatos por 6 meses ou mais, então pode ser possível promover cuidados odontológicos precocemente, durante o tratamento, sem risco excessivo para o desenvolvimento dessa patologia devido ao tratamento odontológico. Apesar de uma pequena porcentagem de pacientes que fazem o uso de bifosfonatos ter espontaneamente o desenvolvimento dessa necrose óssea, a maioria dos pacientes acometidos experimenta esta complicação tanto após as extrações dentárias como a instalação de implantes dentários.

Nesse sentido, é importante que o paciente comunique ao seu cirurgião maxilofacial sobre a utilização desta medicação para que o mesmo avalie os riscos do procedimento a ser realizado, e juntamente com o médico responsável, estude a estratégia adequada para cada caso. Lembre-se de que muitas vezes o paciente entende equivocadamente que essa medição é hormônio ou então, uma suplementação de cálcio. Dependendo do tempo de tratamento, e da via de administração do bifosfonato, alguns procedimentos como a instalação de implantes e o enxerto ósseo podem estar totalmente contra-indicados.

Fonte: Texto modificado de HUPP, J. R.; ELLIS III, E.; TUCKER, M.R. Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. Rio de Janeiro : Elsevier, 2012.

O que é um Implante Dentário

Implantes dentários são, geralmente, a melhor opção para a substituição de elementos dentários perdidos, ou que possuem indicação para extração. Quando um dente é perdido, a coroa, (parte que aparece na boca) é removida juntamente com a raiz dentária, sendo esta última, a responsável pela estabilização do dente no tecido ósseo. Com o objetivo de substituir a raiz e proporcionar o suporte para a coroa, o implante é instalado. O material que compõe este substituto da raiz natural é o titânio, material altamente aceito pelo organismo. Quando instalado no tecido ósseo e unido ao mesmo, este conjunto (implante-osso) se torna extremamente estável e longevo.

Os implantes podem substituir individualmente os dentes ou ainda, promover reabilitação de vários dentes através de pontes fixas sobre implantes. Ambas as formas são capazes de promover uma mordida muito próxima à natural, possibilitando que o paciente se alimente de forma mais adequada, recuperando assim, a força mastigatória.

Enquanto o custo e o tempo de tratamento podem ser considerados desvantagens, a escolha de um profissional capacitado e experiente sobrepõe essas limitações, garantindo um tratamento duradouro e satisfatório por devolver autoestima, estética, fonética, mastigação adequada e confiança na hora de sorrir.